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Desenhamos
Dobras
Com significados
Cantando princípios
Vários de únicos.

Os arquivos mostram a variedade
Observada em semelhantes
Os escritos nos inserem em outros mundos
Presos nas peculiaridades desses
Planejam pensamentos
Enquanto os mesmos
Brincam com nossas decisões.

Essa forma de diversão
É a indução a uma estrada
De ilusões e visionários
Que se interceptam
Quando os níveis negativos
Perfuram
A porta de um caminho delimitado
Entre nuvens.

Vamos, pouco a pouco
Desfazer o Eclipse
Por que o livro iria pertencer aos mortos?
E por que os mortos não esfriam
Nem exalam seu odor dos terminais?
Complexos ou simples
A resposta e perguntas não ficam triviais.

A saga demonstra subjetividades
Mas os protagonistas
O livro
Os humanos
Necessitam de precisas
Argumentações.

E as memórias brincam com nossa sensibilidade
Porque nós mantemo-nas vivas
Embriões mortos
Ganhando vida com a habilidade
Do toque.

Sentir a umidez
De um gosto
Doce sagrado
Ou amaldiçoado
De choros
Dos fracassos
Aquisições
Ambições
O decassílabo perde o tom
O pouco compensa o nada
E só adiciona ficção barata.

As perguntas agora fazem trocas
O pensador chega ao cúmulo de
Obscurecê-las
Lirismo da vida
Perde a rima
Despedaça a mímica
Termina quieto e tímido
E as memórias insistem em morrer.

Livro do Morto
Homem das Memórias
Harmonia dos Santos
Tarde de Sorrisos
Em meus sonhos
O passado e futuro fazem acordos
Os desejos surgem pra me aquecer
O presente morre com meu descontento.

E como covarde que sou
Abraço essa falsa-vida
Não aprendo a grande sina
Que é ser um criador.

Livro do Morto
Lenta Música
Literatura do Senso
Mecânica dos Indiferentes
O sonho acaba e mistura
Os pesadelos e a cultura
De se viver uma loucura.

Minhas crias não vivem
E não morrem ou assumem
E meus olhos se perdem na fronteira
A guerra se estende nas trincheiras
Que bombardeiam meu entendimento.

Isto é
Ilustrações de inocência
Inundadas pela demencia
Da inconformidade social
E a infidelidade
Torna a característica desleal
Da mutação anormal.

Reveja seus conceitos
Adentre nas crônicas
Respeite seus momentos
Descubra novos sensações
Dos sentidos e feições
Aventure nas ventanias.

Faça suas memórias se perderem
Forme seus princípios de momento
Fatie o contentamento
Dando freio a passagem
Distraia a morte
Descubra sua viagem
Dentro da natureza.

Saiba que o fim não é esse
Saboreie o gosto da indecisão
Desafie-a para o choque
Da sua delimitação


Proferia o arauto consciente
Procurando o rastro do homem
Que, com sua pena
Escrevia também
Com seu sangue
Purificando a velha
Tradição.

E com todas elas quebradas
Ele traduzia as novas leis
E anunciava suas futuras trocas
Englobava os fiéis
E trazia o segredo
Da traição.

A ameaça de ser enganado
Por si
A arte de contar mentiras
Para ti
Aprofundadas numa verdade
Prostrada na densidade
Agrupadas numa habilidade
Suprema.

E você vê os cadáveres
Sacrificados e abandonados
Num buraco do desleal
Numa constante fatal
Envolvidos pela visão
De uma velha estação.

Novas memórias serão feitas
Seremos outros colocados nesse corredor da morte
Com as vidas sendo desfeitas
Salientando a verdade
Que acabou, que sobrevive e nasce.

Real sentido de criar
A não vida
Reside em complementar
O viver
Do dever
De desafiar o simples passar
Das almas e apartar
As mágoas que embaçam a saída
Através do vidro
Dessa prisão entristecida.

Livro do Morto
Livre das máculas
Livro da felicidade
Morte do mal.
Creative Commons License
Some rights reserved. This work is licensed under a
Creative Commons Attribution-Noncommercial-No Derivative Works 3.0 License.
:iconblademasterpedro:

Author's Comments

Uma saga escrita num pedaço de papel
O esquecido e mal-compreendido.

Comments


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:iconpekas:
ta engraçado sim senhor. da uma vista d olhos nos meus e diz-me o q pensas :) *

--
Alugam-se Poemas
:iconguilan:
Uma coisa, eu digo, é DENSO.

Mais tarde posto minha opinião

--
Roses & Songs ~~
:iconjazom:
puta que pariu mt bom!
o texto e a foto!

--
Visit mixers Network.
[link]
:iconguilan:
Seu modo de escrever é bem característico. Acho que agora compreendi a essência de seus escritos...

De fato, toda página do passado, no amanhã transformar-se-ão em poeiras arquivadas...

--
Vinho, Mulher e Canto.
:icongeneral-onox:
O que é um livro senão palavras organizadas - muitas palavras - em uma ordem qualquer para transmitir algum sentido?

Se alinharmos uma ou duas frases ao contrário, perdem a sua razão e significado. Escrever bem é a prova da sua loucura pessoal - um espelho pode transformar textos inteiros em uma imagem desconexa. Escrever é ser louco, não importa o quanto.

O poema passa várias imagens ao mesmo tempo. Pelo menos do meu ponto de vista, a mesclagem de imagens e sentidos é densa demais para ser explicada em um mero comentário - gera um tufão de idéias que precisam ser melhor apuradas antes de escritas!

Mas, gostei MUITO de dois trechos dele: "E como covarde que sou / Abraço essa falsa-vida / Não aprendo a grande sina / Que é ser um criador." e o "Novas memórias serão feitas / Seremos outros colocados nesse corredor da morte / Com as vidas sendo desfeitas / Salientando a verdade / Que acabou, que sobrevive e nasce." Os dois conseguiram me chamar a atenção no texto inteiro, me fazendo inclusive refletir no significado deles.

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February 27, 2006
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